"Na neve mais pura escrevo as saudades do meu mar, tenho saudades da areia, branca de neve ao luar". Camané

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Na areia molhada

A maré está vazia e eu caminho no chão do mar, onde a areia está mais compacta e não permite que os pés se afundem, exactamente como eu gosto. As ondas são pequeninas e mornas e salpicam levemente os meus tornozelos. Olho o pôr-do-sol de frente, sempre. Aqui e agora sou feliz. Terminada a caminhada, na areia molhada, já me perco novamente. Mas enquanto aqui estou sei o que sou. Feliz.


Amizade?

Não sei se as vezes que sinto que me falhas nada mais são que fruto de uma má gestão das minhas expectativas, ou se, por outro lado, já te vejo como és. Não sei.


Começar pelo começo

Pelas saudades e pela melancolia. Há um ano que, estando perdida, deixei a minha casa, num lugar ao sul de um Portugal estéril. Vim em busca de mim. Mas ainda não me encontrei. Fiz 40 anos por estes dias e, em vez de certezas, a idade traz-me deriva. Não era este o meu plano de vida mas a vida não quer saber. Deal with it.